A História repete-se

A História repete-se

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

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Episode's summary

Este episódio explora o florescimento do humanismo em Portugal no século XVI, focando nas figuras de Damião de Góes e Francisco de Holanda. A discussão aborda as ligações destes intelectuais com a Europa flamenga e italiana, a importância da corte portuguesa como polo de saber universal antes da Contrarreforma e a visão mítica de Lisboa e Évora. A conversa analisa também a transição cultural para a Contrarreforma, o impacto das mudanças nas artes plásticas e o legado urbanístico da Baixa Pombalina após o terramoto, refletindo sobre como este período moldou a identidade intelectual e estética do país.

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Highlights

Durante as suas viagens vai conhecer e priva de perto com Lutero Erasmo, em casa de quem viveu

00:02:40 · O texto descreve a importância das conexões internacionais de Damião de Góes com grandes figuras do humanismo europeu.

a corte portuguesa era uma corte humanista onde floresceram não só estas figuras, como uma série de outras

00:10:57 · A convidada destaca o período de expansão do conhecimento e proteção às artes sob o reinado de D. João III.

Porque, apesar de tudo, é da ocidental praia lusitana que eles partem. E, portanto, esta ideia de que tudo se passava em Lisboa, que Lisboa é uma nova Roma, mais antiga, ambos falam disto, porque são duas cidades míticas, uma criada por Ineias e outra por Ulisses.

00:16:36 · O locutor descreve a percepção de Lisboa como uma cidade mítica comparável à Roma clássica no imaginário dos humanistas.

Évora foi uma capital política com D. João II, entender Évora e a permanência da corte e até a promoção de Évora como capital cultural e política, que o foi em determinadas alturas, como um desejo e uma forma de ter o que se chama profundidade peninsular.

00:23:03 · A locutora analisa a importância estratégica e cultural de Évora como centro político e de integração peninsular.

O único, do ponto de vista arquitetónico, teoricamente, o único projeto extraordinário do século XVIII é a Baixa Pombolina e que tem importância para além das fronteções do país.

00:53:50 · A discussão ressalta o valor internacional da reconstrução urbana de Lisboa após o terramoto.

Episodes

242-

Da fama ao esquecimento: a vida e a obra de Damião de Góis e Francisco de Holanda

Este episódio explora o florescimento do humanismo em Portugal no século XVI, focando nas figuras de Damião de Góes e Francisco de Holanda. A discussão aborda as ligações destes intelectuais com a Europa flamenga e italiana, a importância da corte portuguesa como polo de saber universal antes da Contrarreforma e a visão mítica de Lisboa e Évora. A conversa analisa também a transição cultural para a Contrarreforma, o impacto das mudanças nas artes plásticas e o legado urbanístico da Baixa Pombalina após o terramoto, refletindo sobre como este período moldou a identidade intelectual e estética do país.

21 Oct 2026
241-

Das bandeiras às moedas, da esfera armilar aos cravos de abril: os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal

Neste episódio, o historiador Miguel Metel de Seixas explora a importância da heráldica e das imagens como fontes históricas fundamentais, criticando o distanciamento entre a análise visual e a historiografia tradicional. A conversa percorre a evolução dos símbolos portugueses, desde as influências francesas na escolha do azul e a integração de elementos como a bordadura de castelos, até à transição para os emblemas da República. A discussão abrange também a evolução de outros símbolos de poder, como moedas, ordens honoríficas e a iconografia de heróis nacionais. O debate conecta a heráldica medieval a elementos da cultura contemporânea, incluindo o futebol e os ícones da Revolução de 25 de Abril, analisando como a identidade portuguesa é construída através da ressignificação de símbolos visuais.

14 Oct 2026
240-

Talvez a melhor do Mundo: a História da cortiça e da indústria corticeira portuguesa

Este episódio explora a trajetória histórica e económica da indústria da cortiça, desde as suas utilizações ancestrais na construção civil até à sua importância vital na indústria vinícola. Analisamos como o setor evoluiu de um modelo de exportação de matéria-prima para uma indústria de alto valor acrescentado, destacando inovações tecnológicas como o aglomerado de cortiça. A narrativa percorre a expansão do sobreiro pelo território nacional, as mudanças nas estruturas de propriedade no Alentejo e o impacto de eventos como a reforma agrária e a ameaça do plástico. O episódio também aborda a relevância global da cortiça portuguesa e o seu papel fundamental na sustentabilidade ambiental moderna.

07 Oct 2026
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A vida intensa e conturbada de Leonor de Almeida Portugal, condessa de Oeynhausen e marquesa de Alorna

Este episódio explora a vida e o legado da Marquesa da Alorna (Alcipe), detalhando sua trajetória marcada pela infância em clausura devido à perseguição política contra a família Távora. A conversa aborda sua formação intelectual iluminista, sua influência nos salões literários e seu papel de transição entre os ideais da Revolução Francesa e as tradições católicas. A narrativa percorre suas relações com figuras como o Marquês de Pombal e Napoleão, sua vida na corte vienense e seu compromisso com a educação feminina em Portugal. Por fim, discute-se a importância da pesquisa histórica para a adaptação de sua história para a televisão.

30 Sep 2026
238-

Batalha do Buçaco: quando portugueses e britânicos derrotaram os exércitos de Napoleão

Este episódio explora o contexto histórico das invasões francesas em Portugal, detalhando as motivações de Napoleão e a organização militar sob Massena. Aborda as dificuldades logísticas, a centralização do comando francês e o impacto da guerra de guerrilha e das milícias na resistência luso-espanhola. A análise percorre a reestruturação do exército português através da integração de oficiais britânicos e a eficácia do sistema de abastecimento aliado. O debate culmina no detalhamento tático da Batalha do Bussaco, destacando o uso estratégico da topografia por Wellington e as consequências decisivas dessa vitória para o enfraquecimento das forças francesas na Península.

23 Sep 2026